O Jornal O Estado de São Paulo informa que o Ministro Fernando Haddad reconhece falhas no ENEM 2010.
Constatamos mais uma vez, o que temos recorrentemente apontado em nosso blog – veja nossas publicações anteriores – a deficiência de gestão estratégica e de projetos no Sistema de Ensino brasileiro.
Conforme nosso post: Licitações: “deficiência de projeto básico”, a sequência de equívocos se inicia na deficiência do projeto básico para promover licitações. No caso do ENEM, o projeto básico é de responsabilidade do próprio MEC.
Se o objetivo for a qualidade do projeto , há que se contemplar a consistência e a acurácia em todos os processos do ciclo de vida do projeto: requisitos, escopo, execução monitorada e controlada. Caso contrário, o projeto estará fadado a falhas em escala com vultuosos prejuízos em termos de recursos humanos, materiais e financeiros.
O que estamos assistindo no atual Enem é exatamente a expressão da deficiência do projeto básico. Cabe agora, segundo o Ministro, investigar e atribuir responsabilidades. O que o gestor maior do sistema de ensino brasileiro não considera é que as falhas reveladas no ENEM expressam uma falha sistêmica considerando que na parte está presente o todo (Peter Senge): incompetência qualificada de gestão em todas as instâncias do sistema de ensino. É esse o contexto histórico da deficiência da Educação no país. Nesse sentido, recursos financeiros existem, mas são mal gerenciados sendo a conta paga pelo contribuinte.
Como aponta o IDH, o Brasil realizou avanços, mas a Educação representa seu maior atraso e compromete o futuro de milhões de crianças e jovens, assim como, do próprio país.