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Por Carmen Bragança em 17 de August de 2009

O jornal O Estado de São Paulo no dia 05/08/2009 publicou, sob o título Faltam foco e método na escola brasileira – pesquisa mostra que tempo de aula é gasto copiando textos da lousa, Simone Iwasso – Vida&, p. A22, um artigo sobre a pesquisa realizada por Martin Carnoy, professor de economia da educação da Universidade de Stanford – EUA e consultor em políticas de recursos humanos do Banco Mundial, da UNESCO e da OCDE que foi apresentada em seminário organizado pela Fundação Lemann e pelo Insper (04/08/2009)

Para o pesquisador, a situação na sala de aula é resultado de um sistema descentralizado, sem currículo definido, que prepara mal o professor e não o acompanha apesar de haver a figura do supervisor e do coordenador de ensino nas redes públicas – o destaque é nosso.

O que chama a atenção nessa publicação é a ênfase dada à sala de aula e por desdobramento à atuação do professor reproduzindo o discurso vigente e desfocando a visão sistêmica do pesquisador no que se refere à descentralização do sistema do ensino. Entendemos que faltam foco e método no sistema de ensino brasileiro como um todo cuja única estratégia é a improvisação. A questão essencial está no sistema que prepara mal o professor, mas não apenas o professor, também o supervisor, o coordenador, o diretor, as equipes técnico pedagógicas das redes municipais de ensino, e, principalmente, a alta gestão.

Consideramos que o modelo de ensino instaurado nas salas de aulas dos Ensinos Fundamental e Médio é desdobramento do modelo de ensino dos cursos superiores no qual não há uma reflexão compartilhada, crítica e processual a partir da vivência na sala de aula. Nesse sentido, o grande entrave a superar está nos bancos da academia.

Há que se ultrapassar as fronteiras do discurso pedagógico especialista e fragmentado visando também a aprendizagem generalista para introduzir novos paradigmas de gestão que consolidem práticas de excelência em gestão estratégica, de pessoas e de projetos.

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